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Os filmes documentários vêm ganhando cada vez mais importância na hora de fazer denúncias e informar à opinião pública sobre fatos que o jornalismo de massa vem deixando de publicar, disse neste domingo, em Nova York, o cineasta americano Michael Moore.
— A verdade é que o jornalismo de massa deixou de fazer seu trabalho nos últimos anos — denunciou Moore em conversa com a atriz Susan Sarandon organizada pelo Festival de Cinema de Tribeca, para um auditório lotado, numa sala do sul de Manhattan.
— A falta de informação transmitida pelos meios de comunicação de massa vem fazendo dos documentários um instrumento de grande importância no momento de denunciar situações de desigualdade e episódios de corrupção — disse Moore, autor dos premiadosTiros em Columbine (2002), Fahrenheit 9/11 (2004) e Sicko S.O.S Saúde (2007), entre outros.
Moore, um declarado militante de esquerda de 58 anos natural de Michigan (norte de Estados Unidos), defendeu sua visão de um cinema militante.
— Os filmes têm que ter um ponto de vista — afirmou.
Em seu último filme Capitalismo: Uma história de amor (2009), Moore critica Wall Street, os bancos e o governo americano que, no seu entender, originou a crise econômica mundial.
Publicado originalmente em Zero Hora