Category: Clássicos Fantásticos

Na mídia – Bruxas, alienígenas e mutantes invadem as páginas da Literatura

E se monstros, alienígenas e outros seres fantásticos pudessem conviver com os personagens clássicos? O que parece delírio de algum estudante durante a aula de Literatura existe, é coisa séria e vem conquistando espaço no mercado literário.

A proposta é ousada: fazer nova versão de cânones, inserindo neles elementos fantásticos. O movimento, conhecido como mashup novels , ganhou destaque com Orgulho e Preconceito e Zumbis, versão do americano Seth Grahame Smith para o consagrado Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. E já tem os seus primeiros títulos nacionais. São quatro lançamentos recentes da Lua de Papel, editora do grupo LeYa Brasil, onde autores como Machado de Assis e José de Alencar são remixados.

“Quando anunciaram Orgulho e Preconceito e Zumbis no Estados Unidos, percebi que poderia adaptar a ideia para os nossos clássicos” conta Pedro Almeida, editor da Lua de Papel. ”Revisitando-os, poderia fazer muita gente que os leu por pressão escolar saborear as histórias, agora sem a linguagem da época”.

Para colocar em prática a ideia, foram convocados jovens autores. O resultado  da mistura dos tradicionais romances com personagens inusitados, como bruxas, androides e vampiros são textos leves, astutos e com pitadas de humor, que dão novos rumos aos cânones da literatura nacional.

“As apropriações reinserem estas narrativas no nosso ambiente cultural. Muitos livros foram escritos há muito tempo, com vocabulário que não condiz mais com o atual e essas intervenções os reaproximam das pessoas” explica Carol Custódio, mestranda do Instituto de Letras da Ufba no Programa Literatura e Cultura.

Repaginados

“Para fazer a minha versão, me inspirei em teorias conspiratórias que circulam pela internet”, conta Lúcio Manfredi, autor de Dom Casmurro e os Discos Voadores. Na sua releitura para a obra machadiana, Bentinho deixa de ser apenas a parte supostamente traída de um triângulo amoroso para se colocar em uma disputa intergalática entre duas civilizações alienígenas.

Também escrito por Machado de Assis, o Alienista ganhou uma versão irreverente de Natália Klein. Em O alienista, caçador de mutantes, o médico Simão Bacamarte cuida da população da Vila de Itaguaí, afetada por mutações após a queda de uma nave espacial.

Em Senhora, a bruxa, versão de Angélica Lopes para o romance de  1875 de José de Alencar, a história de amor entre Aurélia e Fernando ganha toques sobrenaturais com a presença das misteriosas Irmãs Blair, feiticeiras celtas em busca da vida eterna.

Já a Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, convive com mortos vivos bebedores de sangue, na engraçada versão de Jovane Nunes, ator da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo. “O livro é engraçado, inusitado e leve. O autor usou referências da TV, da novela, o que eu achei bem bacana”, conta a psicóloga Fabiana Kubiak.

Fã de zumbis, Fabiana conheceu os mashups literários com o livro de Seth Grahame Smith e acabou gostando do gênero, chegando aos títulos nacionais. “Gosto da mistura e acho que ela pode levar mais gente a procurar pelos clássicos. Quando acabei de ler Escrava Isaura e o vampiro, me deu vontade de reler o original”, confessa.

 

Fonte: Jornal A Tarde – Salvador

Resultado da Promoção Clássicos Fantásticos

Existe um jeito complexo de responder a esta pergunta. Um jeito com palavras difíceis, definições de dicionário, no grego, latim e etc. Páginas e páginas de explicação. Esse não vai ser o jeito desse email. Em vez disso, vou usar 10 letrinhas.

F A N T A S T I C O.

Fortes personagens, que logo fazem com que o leitor queira mais da história.Amizades divertidas, com risadas, mas acima de tudo, lealdade.

Novas maneiras de usar a linguagem para prender o leitor. Trocadilhos de palavras, piadas, e até mesmo símbolos e desenhos deixam um livro muito mais interessante.

Twists no enredo. Coisas que ninguém esperava, ACONTECE. Mas cuidado pra não cair em contradição…

Amor. Sim, todo mundo gosta de romance, tá legal?

Sabedoria. Todo livro tem que ter aquele Gandalf que solta um mensagem de vida super codificada e que só faz sentido no fim da história.

Trabalho duro. Não adianta só espirrar o livro e entregar pra editora distribuir. Coerência, gramática, repetições… tudo isso conta.

Ideias novas. Clichés são aceitos até um certo ponto, mas ninguém gosta de descobrir o fim do livro logo na terceira página. Livros óbvios não são bons, devem ter novos elementos que ainda não foram inventados ou vistos ou explorados.

Clareza. A pior coisa é terminar um livro sem entender bulhufas do que aconteceu.

Ordem. Um livro não é a mesma coisa de contar um causo numa fila de banco. Devem haver fatos concretos e organização no que está sendo contado.Esse são os elementos mais importantes de um livro FANTÁSTICO. É claro que a fantasia tem um grande papel nisso tudo, mas é importante apontar que só porque o livro tem dragões e elfos e cavaleiros não significa que ele seja, de fato, Fantástico.

Parabéns Dayse  Dantas, por este ótimo texto. Espero que se divirta com os nossos Clássicos Fantásticos. Entre em contato com a gente pelo leyabrasil@gmail.com com o seu endereço para podermos lhe enviar os livros.

Agradecemos também aos nossos seguidores que tiveram ideias geniais sobre esta promoção!

Vocês são demais!

Clássicos Fantásticos agora no YouTube

Pois é, agora o novo book trailer dos Clássicos Fantásticos está no Youtube.  Gostaria de saber a opinião de vocês…

Espero que gostem!

Na mídia – Alienígenas, zumbis e bruxas povoam os clássicos da Literatura

Vão se revirar no túmulo os imortais.

Os adoradores de Machado de Assis.

Seu romance “Dom Casmurro” (1899) acaba de ser invadido por objetos voadores não identificados. A Capitu é de outro planeta. Veio de espaçonave.

Ave! Quem diria? Finalmente está aí a explicação para aqueles olhos de ressaca. Tão oblíquos e dissimulados. Eta danado!

E sabe o que fizeram com o conto do “O Alienista” (1882)? Virou “O Alienígena”, digamos assim. Ou até melhor dizendo “O Alienado”.

Se alguns livros são obrigatórios e chatos, caro leitor, que tal meter alguns androides e mutantes onde não foram chamados?

Foi o que mandou fazer esta série Clássicos Fantásticos. A Editora Lua de Papel chamou 4 roteiristas de TV para imaginar, por exemplo,  uma “Escrava Isaura” (1875) ás voltas com um Leôncio Vampiro! Muito mais divertido!

E aquela “Senhora” (1875) enfadonha de José de Alencar? Virou feiticeira. Melhor receita não há. Tudo no mesmo caldeirão. Amor – e sucesso – garantidos.

A ideia veio de fora. Lá – entre outras – a obra prima de Jane Auten – “Orgulho e Preconceito” (1813) , ganhou a companhia de zumbis.

Nada contra. Ora, ora. O jovem começa lendo “Crepúsculo” de Stephenie Meyer. Daí para “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881) é um salto.

Eis, pois, a esperança desta simpática e bem intencionada coleção. Vade Retro não. Aleluia!

Não posso dizer que os livros não sejam engraçados. “Isaura” é, de longe, a mais hilária. Não posso dizer que os autores convidados não tem traquejo, que não se divertiram, que não levaram a proposta à sério. A piada pode render frutos. Sobretudo na conta bancária. Qual o problema? Encaretei?

Será que de repente virei um leitor do século 19? Putz! Longe disso.

Entenda amigo, amiga, o meu cansaço.

É que bateu saudade enquanto eu relia (às avessas) estas histórias que fizeram a minha cabeça, tomaram a minha alma. Adolescente, faz tempo.

Lembro: no escuro do meu quarto, ainda no Recife, com medo de que o alienista doutor Simão Bacamarte me fizesse de cobaia, morador do hospício.

Amarelava só de pensar que existia gente tão fria como o Leôncio,  criatura criada em 1875, por Bernardo Guimarães. E ressuscitada na TV, no ano de 1977, em assustadora interpretação do ator Rubens de Falco (1931-2008). De arrepiar!

Sei não… Bruxo por bruxo, ainda prefiro o do Cosme Velho. Original, atual… E sempre a mão!

Fonte – Marcelino Freire – Folha de São Paulo

Clássicos na Mídia – Deu a louca na Literatura

Brasileiros reescrevem clássicos com elementos fantásticos com aliens, vampiros e andróides

Os misteriosos olhos de ressaca de Capitu, personagem de Machado de Assis em Dom Casmurro (1899) escondem uma guerra intergalática entre alienígenas e androides. Em outra obra de Machado de Assis, O Alienista (1882), o Doutor Simão Bacamarte explica que a alcunha alienista é uma combinação de alien com cientista.  Já a Casa Verde, local para onde ele deveria recolher os loucos, é na realidade uma escola para jovens superdotados com poderes mutantes.

Mais um mistério revelado dos Clássicos Brasileiros é a história de Senhora (1875), de José de Alencar. A Dna. Aurélia, na verdade, não é uma pobre coitada abandonada pelo marido e sim uma bruxa que se vinga com requintes de crueldade. Por fim, a Escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães, é vítima dos mandos e desmandos de um maligno vampiro.

Seguindo a ideia já idealizada pelos norte americanos de transformar os clássicos, as obras brasileiras  começaram a ganhar insólitas adaptações.  São clássicos que passam a ser reescritos por novos autores, sempre com essa pegada inusitada. Quem joga essa novidade no mercado é a Editora Lua de Papel com seus 4 títulos dos Clássicos Fantásticos.

Pedro Almeida, editor da Lua de Papel, explica que as obras adaptadas são de domínio público e podem ser adptados sem problemas:

“Sou professor de literatura e acho que, desta forma, os jovens irão se interessar mais pela literatura clássica. Foram obras escritas há 100 anos. Ao colocarmos elementos novos como vampiros, aliens, mutantes  e androides, deixamos as histórias mais modernas.”

Fonte – Jornal da Tarde

Quer ganhar um Clássico Fantástico? Venha na Goth Box!

Para você que está no Rio de Janeiro, venha neste dia 16 na festa de Lançamento Oficial  dos Clássicos Fantásticos!

A cidade vai parar com este Super Evento! Duas pistas, vários DJs mostrando as tendências e o melhor da Dance e Gothic Music.

E uma surpresa para os 4o primeiros pagantes que chegarem à festa: Cada um vai ganhar 01 exemplar do Clássicos Fantásticos!

Veja abaixo o convite:

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Nave extraterrestre despenca na história de “O Alienista Caçador de Mutantes”

Simão Bacamarte é especialista em alienígenas em exemplar recriado

A ideia começa com um trocadilho quase infame. O alienista da adaptação O Alienista Caçador de Mutantes é um especialista em alienígenas. Daí sua alcunha.

História clássica de Machado de Assis publicada originalmente em 1882, ganhou nesta edição a presença de mutantes em suas páginas. A obra é assinada pela escritora Natalia Klein e lançada pelo selo Lua de Papel, da editora LeYa.

Voltado ao público infantojuvenil, o livro tem linguagem fácil, sem aquelas notas de rodapé, comumente encontradas nos clássicos brasileiros. Para aproveitar elementos contemporâneos a autora insere trechos em que o médico infectologista Simão Bacamarte faz uma pesquisa usando o Google e a Wikipédia ou comendo uma pizza.

A trama tem início quando uma nave extraterrestre cai nas proximidades da vila de Itaguaí. Dos destroços sai uma fumaça que causa mutação em quem tiver contato com ela.

O leitor acompanha a luta de Bacamarte para criar um lugar, a Casa Verde – em homenagem a cor dos marcianos – em que os mutantes mais nervosos possam ser internados e estudados. Meta humanos mais pacíficos convivem bem com a sociedade, fazendo reparos com raio laser saído dos olhos ou salvando gatinhos com uma incrível elasticidade.

O Alienista Caçador de Mutantes integra a coleção Clássicos Fantásticos, ao lado de títulos como Dom Casmurro e os Discos Voadores, Senhora, A Bruxa e A Escrava Isaura e o Vampiro.

Esses mash-ups, ou mixagens, surgiram no exterior e já renderam sucessos como Orgulho e Preconceito e Zumbis e Jane Austen: A Vampira.

Leia abaixo o primeiro capítulo de O Alienista Caçador de Mutantes.

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Não tive pesadelo com Machado, diz autora de “O Alienista Caçador de Mutantes”

Natalia Klein diz ter consultado dados sobre E.T. de Varginha e personagens do "X-Men"

Simão Bacamarte não quer mais internar somente loucos. A Casa Verde abrigará agora mutantes para serem estudados. Deturpação? Heresia? Nada disso. “O Alienista Caçador de Mutantes”, da escritora Natalia Klein, recria o clássico conto de Machado de Assis (1839-1908) em versão fantástica.

A série Clássicos Fantásticos já esgotou a tiragem inicial de 32 mil exemplares. Dez mil novos volumes chegarão ao mercado nos próximos dias.

Publicado originalmente em 1882, na coletânea “Papéis Avulsos”, “O Alienista” ganhou mutantes nessa edição fantástica. Direcionado para o público infantojuvenil, “O Alienista Caçador de Mutantes” não tem notas de rodapé que desviam e cansam a atenção do jovem leitor. A autora insere trechos em que o médico Simão Bacamarte faz uma pesquisa usando o Google e a Wikipedia, por exemplo.

Questionada se considera heresia suas interferências diretas no conto machadiano, Klein diz que seu único medo ao adaptar era que o resultado não fosse bom. “Mas não tive nenhum pesadelo envolvendo o Machado de Assis e professores xiitas de literatura”, completa.

Leia abaixo a íntegra da entrevista com a autora feita pela Livraria da Folha.

Quanto do texto original foi preservado?
Natalia Klein - Preservei muito do original, acho que uns 60, 70%. Respeitei totalmente o fluxo da trama, o que muda são os detalhes. Como “O Alienista” é um livro que possui um humor mais refinado, procurei encontrar formas de deixá-lo mais irreverente e bem mais nonsense em alguns momentos.

Por que este romance e não outro de Machado de Assis?
Klein - Quando fui convidada para participar da coleção, o pedido já era um livro do Machado. O tipo de humor dele –ácido e cheio de sarcasmo– tem a ver com o humor que eu gosto. Sem contar que “O Alienista” é um dos meus livros preferidos. Li a primeira vez quando tinha uns 12 anos, acho uma história incrível e super bem-humorada.

Quanto tempo levou para adaptar a trama?
Klein - Todos os autores da coleção tiveram cerca de dois meses para adaptar as tramas.

Pretende escrever outro livro neste estilo fantástico?
Klein - Adoraria. Já estou com algumas ideias.

O que consideraria uma heresia alterar nesses clássicos? Sentiu-se praticando uma ao incluir elementos fantásticos na obra?
Klein - Nada é heresia, desde que seja justificado e bem feito. Meu único medo ao adaptar “O Alienista” era que o resultado não fosse bom. Mas não tive nenhum pesadelo envolvendo Machado de Assis e professores xiitas de literatura.

Baseou-se em alguma outra fábula para escrever?
Klein - Para compor “O Alienista Caçador de Mutantes”, além do original do Machado de Assis, eu também usei algumas reportagens sobre o E.T. de Varginha e personagens do “X-Men”.

Faria o processo inverso de extrair os elementos fantásticos e deixar somente os originais em qual obra?
Klein - Nunca parei pra pensar sobre isso. Mas já pensou se alguém tirasse os elementos fantásticos de “Star Wars”? Ia virar um filme supersério sobre guerra e relações de poder.

Fonte: Paula Dume – Livraria da Folha

Em “A Escrava Isaura e o Vampiro”, autor debocha do que se escreve sobre vampiros

"A escrava Isaura, graças à novela, ficou conhecido do grande publicou que não lê"

O estilista Clodovil Hernandes (1937-2009) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado da escrava Isaura e de um vampiro? O roteirista, humorista e escritor Jovane Nunes coloca esses personagens na berlinda e na trama de A Escrava Isaura e o Vampiro, obra recriada que compõe a coleção Clássicos Fantásticos, publicado pelo selo Lua de Papel, da editora LeYa.

Essa versão do romance A Escrava Isaura (publicado originalmente em 1875), de Bernardo Guimarães (1825-1884), tem um breve “guia para a leitura”.

Nunes adverte o leitor que o romantismo empregado nas páginas do volume é o mesmo com que Clodovil, com sapatos bicolores e terno bordado em cristais, cantaria a música “Fascinação” em um karaokê da avenida Paulista, em São Paulo.

Em entrevista à Livraria da Folha, o escritor disse que, do texto original, preservou só 20%. Aproveitou a ideia, alguns personagens e fez uma brincadeira com o romantismo.

“O livro de Bernardo Guimarães continua lá. Esse que eu escrevi é outro”, esclarece. Nunes concedeu os louros do sucesso de A Escrava Isaura à telenovela homônima, que foi exibida pela TV Globo.

“A escrava Isaura, graças à novela, ficou conhecida do grande publicou que não lê. De certa forma, a história está no imaginário do povo.”

Ironia é o tempero da recriação de Nunes. Ele explica o porquê da escolha dos seres sugadores de sangue. “Levei em consideração o que se fala e se escreve sobre vampiros  e debochei de tudo isso”.

Questionado se faria o processo inverso de extrair os elementos fantásticos e deixar somente os originais em alguma obra, o escritor respondeu com uma pergunta. “Imagine tirar todo o fantástico e todo o imaginário que existe em Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa?”.

Fonte: Paula Dume – Colaboração na Livraria da Folha

Para quem quer saber mais dos Clássicos Fantásticos

Se você quer saber mais sobre os Clássicos Fantásticos, veja o que o nosso editor Pedro Almeida tem para contar:

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